terça-feira, 26 de junho de 2007

O mar dos meus sonhos


Quando eu era criança adorava ir para a praia com minha família.
Adorava andar beira-mar e sentir o peso da água batendo nos meus pés e a brisa no meu rosto. Olhava em direção ao horizonte e ficava imaginando o que teria lá, qual segredo guardaria aquela imensidão toda. Aquela era uma sensação tão boa que meu sonho de criança era morar ali só pra poder todo dia sentir aquela sensação. Não é a toa que toda vez que vou a praia faço questão de caminhar beira-mar, acho que é realmente um dos únicos momentos que consigo me sentir realmente livre, como se todos os meus medos, angustias e sofrimentos fossem embora junto com aquele mundo de água.
Eu me considero uma pessoa muito calma (calma até demais, às vezes gostaria de ser mais ativa), porém o único lugar em que eu realmente gosto de ser assim calminha e quietinha é quando estou perto do mar.
Hoje de manhazinha indo para o estágio me deu uma vontade tão grande de estar na praia pertinho do mar... Mesmo com o frio, não me importaria; só de estar sentindo a água, a brisa bater, e vendo o infinito horizonte, onde tudo parece muito mais livre, muito mais tranqüilo, muito mais feliz!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Carta de Maysa para o ator Carlos Alberto, seu último marido, depois que eles acabaram o casamento em 1975:

Meu Amor,
Agora que você adormeceu, que esse dia passou a ser uma partida, agora que até um sol meio canalha esta me gozando, passando aqui pela varanda, agora que é agora só por instantes e vai ser depois inexoravelmente e que, não há a menor dúvida, você parte nesse depois, é que acho que a única coisa que me resta ´fazer como os tolos infelizes, ou seja, emudecer, deixar que os meus olhos, que são a minha verdadeira boca, sabem, com a dignidade que só os cães tem, fazer do silêncio a minha forma de te acompanhar, de estar contigo nesta ida tua que eu não entendo, mas devo.
Transformar todos esses verbos, entender, partir, dever, em um só: amar. Amar tudo que seja teu, até mesmo a tua partida. O diabo é que não é fácil. Enquanto estou aqui gravando a tua fita, o som das músicas que são da gente é como uma faca que me corta, corta tanto que a dor está rindo pelo conseguido. É, por falar em rir, como é triste o som de um violino quando agente está triste. Nunca tinha percebido isso. Ao contrário, sempre achei que o violino era o rei da demagogia. Que nada, amor. É um puta sabe-tudo, companheiro pacas, e chora tão lindo quanto eu.
Volta, amor, porque fiquei aqui.
Te amo
Maysa

(Reportagem da revista Flash News sobre os trinta anos da morte da cantora Maysa)

obs: pessoas como a Maysa que não tem pudores de demonstrar seus sofrimentos e grande parte das vezes morrem jovens, são os que realmente vivem com intensidade, mesmo que não acreditem que exista algum sentido em viver. Por isso os admiro!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Para Ver as Meninas

Paulinho da Viola

Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Aflições

Tenho a péssima mania de lembrar com muita facilidade de fatos da minha vida. Sim, o passado é muito nítido na minha memória e o dia de hoje (que amanhã já será passado) muito provavelmente também estará presente na minha cabeça. Momentos, pessoas, acontecimentos (bons ou ruins), viagens, festas, fotos tiradas, tudo fica ali. Em alguns momentos as lembranças adormecem, porém em outros voltam com força total. Muitas vezes me sinto deslocada no mundo por causa disso. Às vezes tenho a impressão que as pessoas não se ligam muito a isso, que tudo é fulgás e o ontem não tem grande importância. Gostaria de não lembrar tanto das coisas em certas ocasiões. Acho que muito provavelmente esse seja o meu grande conflito interno, a lembrança.
Por outro lado, muitas vezes é bom lembrar, traz uma sensação de : Eu vivi e ainda vivo!
Não sei, isso tudo é conflitante, e acho que continuará sendo.
Também não sei ao certo por que estou escrevendo isso... talvez uma espécie de desabafo ao blog!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Essa semana tá foda: nariz entupido, garganta arranhando, olhos lacremejando constantemente, corpo moído e tantas outras coisinhas que só uma bela gripe pode te proporcionar.
E tudo isso, só porque o tempo está ultra seco, nem uma gota de chuva pra contar história... Isso acaba comigo!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

O Centro de São Paulo

Sexta retrasada eu tirei umas fotos na praça Ramos de Azevedo, vou postar aqui as que mais me agradaram...