sábado, 31 de março de 2007

Estranhezas...

Estranho... mais uma vez eu chego a conclusão de que a vida é realmente estranha, surpreendente e deliciosamente instigante.
A Roda Viva do Chico continua, e vai continuar sempre!!!

E é só... por hora!

quinta-feira, 22 de março de 2007


Filminho surpreendente!

Semana passada eu tive que assistir um filme pra aula de didática (da licenciatura); de cara eu logo imaginei que seria um desses filmes chatos parados que fazem qualquer um dormir de boca aberta, mas NÃO! Fiquei impressionada com esse filme, gostei muito, muito mesmo e não podia deixar de comentá-lo aqui nesse blog.
O filme é: "A Língua das Mariposas"

Sobre o filme...

O filme “A Língua das Mariposas” conta a história de Dom Gregório, um professor já de idade, e Moncho, um menino de sete anos; ambos vivem na mesma cidadezinha do interior da Espanha e criam uma bela relação entre professor / aluno. Moncho inicia seus estudos um pouco antes da ditadura se instalar na Espanha e com ela o início da Guerra Civil Espanhola. É com Dom Gregório que Moncho descobre o prazer de estudar, investigar a natureza e viver com sentimentos. Dom Gregório por sua vez, é um excelente e dedicado professor, mostrando-se sempre aberto a ensinar seus alunos de uma forma aberta e recíproca.

A Língua das Mariposas é um filme triste e profundo que tem como momento histórico a ascensão do regime militar espanhol que mexeu com a estrutura moral e ética da sociedade. Esse abalo também é mostrado através da relação entre Dom Gregório e o garoto Moncho, que ao se deparar com o fato de seu professor fazer parte da resistência ao regime, em um acesso de fúria insulta-o colocando em evidência a moral e a ética impostas pela sociedade; uma sociedade repressora que não levava em conta os sentimentos afetivos, sentimentos estes que haviam sido criados entre Moncho e seu mestre.

A Língua das Mariposas, (La Lengua de las Mariposas), Espanha, 1999, 95 minutos. Drama. Direção: José Luis Cuerda. Elenco: Fernando Fernán Gómez, Manuel Lozano, Uxía Blanco, Gonzalo Uriartez.

domingo, 18 de março de 2007

Revirando o Baú da Memória!

Eu adoro revirar o baú de fotos antigas que tem aqui em casa! Na verdade eu adoro revirar qualquer baú de fotos antigas, nossa isso já virou um grande vicio. Acho delicioso ficar olhando fotos e vendo como as pessoas ali fotografadas eram há tempos atrás.
A imagem está ali parada e é como se o tempo não tivesse passado, como se as coisas permanecessem as mesmas, as expressões, os gestos, as roupas, etc...
Estranho e instigante!

A foto abaixo: eu e meu irmão, eu devia ter uns 5, 6 anos mais ou menos. Nós havíamos acabado de voltar de uma festa junina (acho que dá pra perceber pelas roupas hehehe). Já se passaram mais de 15 anos e parece que olhando pra essa foto eu ainda consigo sentir o “clima” dessa festa.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Lupicínio Rodrigues

Ontem uma amiga de trabalho da minha mãe emprestou pra ela um cd intitulado: "Jamelão Canta Lupicínio Rodrigues"; ela colocou o cd e nós começamos a ouvir... Eu realmente nunca havia parado pra ouvir Lupicínio Rodrigues e cheguei a uma conclusão: o cara é a Maysa de calças! Uma letra mais deprê que a outra, fossa pura. E nesse cd em específico o vozeirão do Jamelão com as letras de fossa e o ritmo melancólico, deixam o negócio realmente foda! Por que será que as músicas de fossa são sempre as mais fodas?! Bom só as músicas né, porque na real curtir fossa não é nada legal hehehe.

Nervos de Aço
Lupicínio Rodrigues

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nenhum pedaço do meu pode ser
Há pessoas com nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, despeito, amizade ou horror
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor

sábado, 10 de março de 2007

Recomeçar...

Às vezes eu sinto uma vontade tão grande de recomeçar tudo de novo, parar agora e voltar pra estaca zero; como nascer de novo sabe?! Ou então como naquele filme "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", apagar tudo e todos da memória e simplesmente recomeçar. Sei que muito provavelmente eu cometeria os mesmo erros e acertos que cometi até hoje, mas mesmo assim essa vontade às vezes é muito grande. Imagine só um botãozinho dentro de você, piscando, pronto para ser reiniciado.
Hoje eu estou um pouco melancólica e concerteza por isso esteja pensando assim, mas recomeços às vezes me soam como uma espécie de libertação... Isso, acho que eu me sinto presa a memória, lembrança de coisas boas e ruins e nem que fosse por um minuto gostaria que toda essa memória desaparecesse da minha vida e que o instante se torna-se nulo, vazio, sem absolutamente nada. Talvez o lugar em que eu me sinta mais livre ultimamente seja no sono, quando durmo e me desligo de tudo e de todos... E mesmo durante o sono, muitas vezes os sonhos não deixam você esquecer que tem um passado.
Já ouvi muitas vezes as pessoas falando umas para as outras: "Ah passe uma borracha no seu passado e recomece do zero". É seria muito bom se essa borracha existisse de fato!
Por um outro lado, a vida é como é, e se não fossem as lembranças o que seria dela? Um grande vazio? Um espaço em branco? Talvez...
Eu já quis tanta coisa na vida; já quis ser mais extrovertida, mais bonita, mais popular, mais alegre, mais, mais e muito mais. Hoje em dia eu só queria esquecer, esquecer que um dia eu quis tudo isso... E simplesmente viver, sem neuras, sem angustias, sem sofrimentos. Certo, certo acho que estou pedindo um pouco demais, mas enfim... ah deixa pra lá...
Hummmm estou com sono... Agora então vou sair um pouco da minha prisão e vou dormir, dormir e esquecer!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Minha nossa senhora de guadalupe, eu estou morrendo!!
Maldita Universidade de São Paulo, está acabando com a minha juventude.

e o pior de tudo:
essa foi só a primeira semana...


obs: eu devia é ter ido na passeata contra o Bush e levar bomba de efeito moral, em vez de ficar pagando os meus pecados naquela Universidade HA HA HA HA

sábado, 3 de março de 2007

As rosas vão muchando e o que era doce acabou-se

Muito bem, esse final de semana estou me despedindo de minhas férias... Segunda recomeçam as aulas e com elas a correria de sempre! Estou um pouco otimista pq eu acho que vou conseguir todas as matérias que pedi na matrícula inicialmente. Logo de cara o Júpiter FDP limou duas matérias que eu havia pedido, mas com o requerimento que eu fiz já consta que eu estou inscrita em uma delas (um bom começo) e a outra eu pego na retificação mesmo... ah uma filinha de vez em quando não faz tanto mal assim rs. Tá, vou conseguir minhas cinco matérias e consequentemente vou me lascar, me lascar muito, mas espero chegar no final do semeste de preferencia VIVA e com todas essas matérias concluidas (rumo ao término da graduação).
Com o começo das aulas eu estimo que minhas postagens nesse blog fiquem menos frequentes, mas mesmo assim vou tentar não sumir, pq o bom de ter um blog é justamente isso, poder escrever e desabafar um pouquinho (mesmo que sejam coisas nóias que só façam sentido pra mim) rs
E lá vou eu mais um ano para o prédio da estação de trem.
Ai, ai...

quinta-feira, 1 de março de 2007

Será?

Será que eu vou ser feliz? Será que eu vou passar no vestibular? Será que eu vou arrumar um(a) namorado(a)? Será que fui bem na prova? Será que ele(a) vai me ligar? Será que vou fazer amigos? Será que vou me apaixonar amanhã? Será que minha vida vai mudar? Será que vou arrumar um emprego? Será que ele(a) está bravo(a) comigo? Será que serei bem vindo? Será que vou ser demitido? Será que vou perder a hora? Será que estou doente? Será que ele(a) me ama?
Será, será, e mais será... a vida gira sempre em torno da dúvida e expectativa que está embutida nessa palavra. Será isso, será aquilo... são quase sempre dúvidas, expectativas e nunca certezas; são sempre um amontoado de suposições, incertezas e angustias em cima do que gostariamos ou pensamos ser "real". E as vezes que temos "certeza" que algo é real no momento seguinte essa certeza já se tranforma em será.
É estranho pensar assim, mas às vezes tenho a impressão que vivemos subordinados a dúvida e a expectativa. Ou talvez, seja isso que nos mova, que faz com que não fiquemos inertes esperando a morte chegar, sei lá... isso também é uma dúvida, será? A única coisa que sei é que vivemos em torno da dúvida, da expectativa, da incerteza, e mesmo quando pensamos ter certeza essa certeza não é 100% certa...
Enfim, será que vai dar tempo de fazer tudo o que eu tenho que fazer hoje?
Resposta: talvez se eu parar de escrever nesse blog e ir me arrumar!
Ou não...
Será que tudo isso que eu estou escrevendo aqui é uma grande merda?
Resposta: Muito provavelmente!
Ou não...