terça-feira, 13 de novembro de 2007

A Busca Universal

Me deu uma imensa vontade de colocar aqui, um poema do Carlos Drummond de Andrade, que eu gosto muito!!! Pra mim é a tradução perfeita do que o ser humano busca.
Ahhhh Drummond!!!

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma avede rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Só pra tirar o mofo!

Já pensei em escrever sobre várias coisas: lugares que fui, filmes que vi, músicas que ouvi, pensamentos que tive... Mas acabei não escrevendo sobre nada, talvez uma certa inércia, sei lá, ou um simples desanimo e falta de criatividade (se é que algum dia eu tive rs). Estou escrevendo mesmo para tirar o mofo desse blog, que já não é utilizado a tempos.
O fim do ano está chegando e eu estou com a impressão que esse ano passou tãooo rápido. Aconteceram tantas coisas, coisas que eu não esperava, outras já esperadas, mas enfim o fato é que foi bem diferente do ano passado, ainda bem, diga-se de passagem. Mas acho que ainda está cedo para fazer retrospectivas, deixa isso pra Dezembro, como de costume.
Por enquanto, acho que é só...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A Obrigação de Ser Feliz

ELA HAVIA combinado de jantar com amigos no restaurante mais novo da cidade, que, além de ser lindo e caríssimo, parece que se comia muito bem; se encontrariam lá às 10h. Mas naquele dia não estava muito bem. Para dizer a verdade, estava mal, e sem nenhuma razão especial para isso (como se precisasse). A pele estava sem viço, o cabelo ruim, mas pensou que quando chegasse e tomasse uma bebida tudo ia melhorar. Pegou um táxi, e o trânsito estava péssimo, tudo parado. Olhou para o lado direito, a calçada vazia; à esquerda, um ônibus parado. O motorista, jovem, parecia calmo, mas olhou várias vezes para o relógio; alguém devia estar esperando por ele, pensou. E pensou também no seu quase tédio, que estava indo para um restaurante cuja conta seria provavelmente mais alta do que ele ganhava em um mês. Ficou pior e começou a pensar. Como seria a vida daquele motorista? Se às 10h da noite ele ainda estava trabalhando, devia ter começado pelas 2h da tarde -isso se não fizesse um biscate na parte da manhã. Devia morar longe, e ainda ia ter que pegar uma condução para chegar em casa, o que seria lá pelas 11h. A essa hora a mulher talvez já estivesse dormindo, e ele ia ter que fazer um prato e botar para esquentar antes de cair na cama, morto de cansaço, sem ter com quem falar. O que será que ele pensava da vida? Teria planos para o futuro? Planos de melhorar de vida e poder ir a uma pizzaria aos sábados, tomar uma cerveja, voltar para casa e dormir abraçado com a mulher, sabendo que no dia seguinte ia poder acordar mais tarde, botar uma bermuda e ficar em casa de bobeira, vendo qualquer coisa pela televisão? O trânsito não andava, e ela só prestava atenção nele. Nele, que parecia conformado, cumprindo sua obrigação, sem pensar em nada a não ser no trânsito, que não era para estar assim parado àquela hora. Teria acontecido algum acidente? Daí a pouco os carros começaram a andar, o táxi virou à direita, e dez minutos depois ela chegou ao tal restaurante. O bar estava cheio, e a música -moderna- tocava alto o suficiente para que não se pudesse conversar, a não ser falando bem alto. Fez um esforço para ficar alegre; era preciso estar alegre, ou pelo menos fingir que estava. Tomou o primeiro drinque, tomou o segundo, mas naquela noite estava difícil. Voltou a pensar no motorista, imaginando que ele só devia estar querendo uma coisa: chegar em casa e se atirar na cama. E pensou nela mesma, que não queria nada; que tinha tudo que uma pessoa pode ter, teoricamente, para ser feliz, e que estava tão mal. Se sentindo mais só do que nunca, apesar de rodeada de amigos, amigos legais que gostavam dela e de quem ela gostava, mas querendo a mesma coisa que qualquer pessoa normal: chegar em casa, se atirar na cama e ver o final de um filme bem ruim, sem precisar ser inteligente, charmosa, engraçada. Pediu um terceiro drinque, deu risada de uma história que contaram, contou a sua, e quase sentiu inveja do motorista, que ia deitar e dormir sem precisar tomar nenhum comprimido, sem pensar em para que se nasce e para que se vive. Enquanto ela ia continuar fazendo o que sempre fez na vida, aliás com muito talento: fingindo que era feliz.

Danuza Leão - Folha de São Paulo / Cotidiano (23/09/2007)

sábado, 15 de setembro de 2007

abandono!!!

Ando meio sem saco de escrever nisso aqui, logo voltei a minha velha rotina de abandonar meus blogs... Acho que já tive uns três durante toda minha vida virtual, e todos acabaram abandonados.
Não que não estejam acontecendo coisas interessantes, tenho conhecido lugares diferentes e até teria umas historinha engraçadas pra contar, mas o meu velho descaso blogueano tem sido mais forte, pra variar!!!
Vamos ver, ah a Biblioteca Mário de Andrade finalmente fechou pra reforma, coisa que eu já achava que não iria acontecer nunca. Quando comecei o estágio lá, em junho de 2006, ouvia aquele falatório: - Mês que vem a biblioteca fecha... E aquilo nunca fechava. Eu, sinceramente já achava aquela história de "vamos fechar" patética, a porra da biblioteca nunca fechava e ficava no ar aquela expectativa ridícula. É, mas agora fechou, e sabe-se lá quando vai reabrir; eles dizem que provavelmente daqui um ano e meio, mas se for o mesmo mito que envolvia o fechamento, coitados dos freqüentadores, vão esperar e muito!
Sim, mas a vida continua, com a biblioteca aberta ou fechada...
E ontem foi aniversário do meu namorado, Feliz Aniversário querido!!!!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

é muito estranho

Estava vendo algumas coisas aqui em meu computador e achei algo que eu havia registrado no início de abril de 2006.
Não sou uma boa escritora e não tenho a intenção de ser, só achei interessante esse texto que eu registrei:

"Sábado à noite, eu estava conversando com minha mãe, e não me recordo exatamente como ela começou a me contar sobre um fato de quando eu era criança. Eu nasci com sérios problemas visuais (não vou especificar os inúmeros problemas agora) e quando tinha cinco anos eu fiz uma pergunta a ela: - Mãe, por que eu não enxergo direito? Ela respondeu:- Ah filha, porque você enxerga com o "coração". Nesse momento, ela conta que eu fiquei em silencio, pensativa e nunca mais fiz essa pergunta a ela.Hoje tenho 23 anos e só sábado passado soube dessa história. Quando ela terminou de contar eu novamente fiquei em silencio e pensativa, naquele momento passou pela minha cabeça tudo que aconteceu até hoje na minha vida e pude perceber que realmente levei a risca o que minha mãe me disse aos cinco anos, passei a enxergar com o "coração" muito mais do que com os olhos. Tenho a impressão de que enxergar com o "coração" no mundo em que vivemos hoje é praticamente ser um camicase. Acho que por muitas vezes na minha vida quis poder não enxergar com o "coração", por muitas vezes almejei com todas as minhas forças enxergar somente com os olhos, deixar o "coração" de lado, porem deixar o "coração" de lado sempre foi e ainda é uma missão impossível pra mim! "

Foi estranho ler esse texto hoje... Agora, 1 ano e 4 mêses depois de escrito!

sábado, 28 de julho de 2007

Às vezes eu esqueço que tenho útero, mas essa semana pude lembrar dele com uma nitidez assombrosa. Desde o começo da semana senti meu corpo dolorido, meus nervos a flor da pele (tive vários surtos histéricos), parece que tudo me irritava e todos estavam contra mim. Finalmente ontem, BUMMMM aquela dor i-n-s-u-p-o-r-t-á-v-e-l , aquelas facas que parecem que estão te cortando por dentro, você tendo que acordar às 5h00 da madrugada pra tomar remédio e colocar uma bolsa de água quente no local da dor... Você chorando de dor até pegar no sono... Enfim um terror em vida!
Isso tudo por causa dela... Era ela, era ela... Minha velha amiga MENSTRUAÇÃO!!!
Esse mês ela chegou com tudo, deve estar com muita raiva de mim por algum motivo, vai saber...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Regra Três ou Regra Dez?

Ontem ao sair da Biblioteca Mário de Andrade eu me deparei com um sambinha que estava rolando na galeria Metrópole. E qual não foi a minha surpresa, estavam tocando uma música que eu ADORAVA quando eu era criança: "Regra Três". Lembro que eu ficava prestando atenção na letra e pensava (na minha inocência infantil): -Nunca vou deixar que ninguém abuse da "Regra Três" comigo!!! O engraçado é que eu acho que já deixei é que abusassem da "Regra Dez ", mas tudo bem, isso é um detalhe rsrsrs. "Regra Três" ou "Regra Dez" o que vale é que
"o perdão também cansa de perdoar"
ha ha ha

E com você já abusaram da "Regra Três"?

Regra Três
(1973)
(Toquinho e Vinícius de Moraes)
Tantas você fez que ela cansou
Porque você, rapaz
Abusou da regra três
Onde menos vale mais
Da primeira vez ela chorou
Mas resolveu ficar
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar
Tem sempre o dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai
Mas deixa a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo
Que vai chorar
Tantas você fez que ela cansou
Porque você, rapaz
Abusou da regra três
Onde menos vale mais
Da primeira vez ela chorou
Mas resolveu ficar
É que os momentos felizes
Tinham deixado raízes no seu penar
Depois perdeu a esperança
Porque o perdão também cansa de perdoar
Lalaia...laia la laialalaialaialalaia laia a
Lalaia...laia la laialalaialaialalaia laia a

sábado, 7 de julho de 2007

Li uma frase hoje que me chamou a atenção:

"Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia".

Nietzsche

Isso me fez parar pra pensar o por quê eu me sinto tão sozinha mesmo estando no meio de tantas pessoas.
Acho que a pior solidão é aquela que sentimos quando estamos ao redor de um mundo de gente que no final das contas te olha sem te ver!

Ce La Vi...

terça-feira, 26 de junho de 2007

O mar dos meus sonhos


Quando eu era criança adorava ir para a praia com minha família.
Adorava andar beira-mar e sentir o peso da água batendo nos meus pés e a brisa no meu rosto. Olhava em direção ao horizonte e ficava imaginando o que teria lá, qual segredo guardaria aquela imensidão toda. Aquela era uma sensação tão boa que meu sonho de criança era morar ali só pra poder todo dia sentir aquela sensação. Não é a toa que toda vez que vou a praia faço questão de caminhar beira-mar, acho que é realmente um dos únicos momentos que consigo me sentir realmente livre, como se todos os meus medos, angustias e sofrimentos fossem embora junto com aquele mundo de água.
Eu me considero uma pessoa muito calma (calma até demais, às vezes gostaria de ser mais ativa), porém o único lugar em que eu realmente gosto de ser assim calminha e quietinha é quando estou perto do mar.
Hoje de manhazinha indo para o estágio me deu uma vontade tão grande de estar na praia pertinho do mar... Mesmo com o frio, não me importaria; só de estar sentindo a água, a brisa bater, e vendo o infinito horizonte, onde tudo parece muito mais livre, muito mais tranqüilo, muito mais feliz!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Carta de Maysa para o ator Carlos Alberto, seu último marido, depois que eles acabaram o casamento em 1975:

Meu Amor,
Agora que você adormeceu, que esse dia passou a ser uma partida, agora que até um sol meio canalha esta me gozando, passando aqui pela varanda, agora que é agora só por instantes e vai ser depois inexoravelmente e que, não há a menor dúvida, você parte nesse depois, é que acho que a única coisa que me resta ´fazer como os tolos infelizes, ou seja, emudecer, deixar que os meus olhos, que são a minha verdadeira boca, sabem, com a dignidade que só os cães tem, fazer do silêncio a minha forma de te acompanhar, de estar contigo nesta ida tua que eu não entendo, mas devo.
Transformar todos esses verbos, entender, partir, dever, em um só: amar. Amar tudo que seja teu, até mesmo a tua partida. O diabo é que não é fácil. Enquanto estou aqui gravando a tua fita, o som das músicas que são da gente é como uma faca que me corta, corta tanto que a dor está rindo pelo conseguido. É, por falar em rir, como é triste o som de um violino quando agente está triste. Nunca tinha percebido isso. Ao contrário, sempre achei que o violino era o rei da demagogia. Que nada, amor. É um puta sabe-tudo, companheiro pacas, e chora tão lindo quanto eu.
Volta, amor, porque fiquei aqui.
Te amo
Maysa

(Reportagem da revista Flash News sobre os trinta anos da morte da cantora Maysa)

obs: pessoas como a Maysa que não tem pudores de demonstrar seus sofrimentos e grande parte das vezes morrem jovens, são os que realmente vivem com intensidade, mesmo que não acreditem que exista algum sentido em viver. Por isso os admiro!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Para Ver as Meninas

Paulinho da Viola

Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Aflições

Tenho a péssima mania de lembrar com muita facilidade de fatos da minha vida. Sim, o passado é muito nítido na minha memória e o dia de hoje (que amanhã já será passado) muito provavelmente também estará presente na minha cabeça. Momentos, pessoas, acontecimentos (bons ou ruins), viagens, festas, fotos tiradas, tudo fica ali. Em alguns momentos as lembranças adormecem, porém em outros voltam com força total. Muitas vezes me sinto deslocada no mundo por causa disso. Às vezes tenho a impressão que as pessoas não se ligam muito a isso, que tudo é fulgás e o ontem não tem grande importância. Gostaria de não lembrar tanto das coisas em certas ocasiões. Acho que muito provavelmente esse seja o meu grande conflito interno, a lembrança.
Por outro lado, muitas vezes é bom lembrar, traz uma sensação de : Eu vivi e ainda vivo!
Não sei, isso tudo é conflitante, e acho que continuará sendo.
Também não sei ao certo por que estou escrevendo isso... talvez uma espécie de desabafo ao blog!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Essa semana tá foda: nariz entupido, garganta arranhando, olhos lacremejando constantemente, corpo moído e tantas outras coisinhas que só uma bela gripe pode te proporcionar.
E tudo isso, só porque o tempo está ultra seco, nem uma gota de chuva pra contar história... Isso acaba comigo!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

O Centro de São Paulo

Sexta retrasada eu tirei umas fotos na praça Ramos de Azevedo, vou postar aqui as que mais me agradaram...




sexta-feira, 25 de maio de 2007

...

Hoje usarei esse blog para contar uma história inusitada e até engraçada:
Em agosto do ano passado, em uma de minhas tediosas manhãs de estágio eu conheci um cara que me chamou a atenção. Ele logo começou a conversar comigo, se bem que conversar é força de expressão porque eu devo ter no máximo falado umas duas ou três palavras rs, e no final da conversa eu pensei: - Esse cara é louco!
Bom, ele era louco mais era legal, eu gostava de ouvir as histórias dele. Porém era só isso, mesmo porque eu achva ele louco, pagava pau pro David da informática e ele me achava muito careta e outras coisas mais.
Mas, porém, todavia, contudo, entretanto há dois meses por forças orkutianas e afins eu pude de fato conhecer o “louco” que falava comigo todos os dias de manhã, e tive uma grata surpresa; afinal ele foi o único de uns tempos pra cá que despertou em mim a vontade de estar novamente com alguém.
Eu não costumo falar diretamente da minha vida sentimental nesse blog, porém esse fato merecia ser mencionado, ainda mais depois de algo que eu recebi na quarta-feira, que alias é o motivo de eu estar fazendo essa postagem.

Perto dos olhos... (Espelho)

Eu?
Um todo desejo e anseios.
Um todo engano e desenganos.
Obtuso.
Olhos fitados num abismo de esperanças vãs.

Você?
Escondida na tua paciente mudez;
No discreto desespero da tua descrença
A felicidade real,
A fantasia contida, mas explosiva.

E num acaso de minha lucidez
Tua revelação:
Realidade mágica.
Delirante já não sabia quem o era.
Eu?
Você?

Em teus olhos,
Em teus grilos e neuras,
Em teus tormentos e dissabores,
Em tua loucura...
O meu espelho.

Eduardo José

Definitivamene eu pude constatar que “Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Paulista com a Consolação”

terça-feira, 22 de maio de 2007

HOJE

Sabe aqueles dias em que você ouve coisas que não precisaria ter ouvido, faz coisas que não precisaria ter feito e até mesmo escreve coisas que não deveria estar escrevendo?
Aqueles dias que você se sente a pessoa mais sozinha do mundo, mesmo estando rodeada de pessoas...
Aqueles dias em que tudo que você gostaria é de uma simples xícara de chocolate quente de baixo das cobertas, seguido de um abraço... Mas ai você lembra que existem milhares de coisas que impedem que isso ocorra.
Aqueles dias que você sente um nó na garganta e uma vontade louca de gritar ou simplesmente chorar bastante... (e até o faz).
Aqueles dias nublados de chuva fina batendo no rosto...
Aqueles dias em que qualquer coisa que te falem soa como desinteresse ou mesmo uma ofensa e que te fazem pensar que todos estão pouco se fodendo para o que você sente...
Aqueles dias em que TUDO está a flor da pele e você sente um certo desanimo em tentar mudar algo...
Aqueles dias em que você pensa até em rezar pra Santo Expedito... Santo Expedito é o das causas impossíveis né?
Aqueles dias em que você não sabe como falar tudo isso e resolve escrever no seu blog mesmo correndo o risco das pessoas rirem da sua cara...

Força Camila, força... um pouquinho de auto-ajuda de vez em quando faz bem rs
Mentalize: "O universo conspira a seu favor"

obs: Hoje até o piolhento da Mário de Andrade veio me cumprimentar: - Oi, tudo bem com você? Seguido de uma sutil encostada de mão no ombro...

HOJE NÃO FOI MEU DIA!!!

O dia de hoje me fez lembrar de uma música cantada pela Zizi Possi que eu ouvia quando era adolescente:


Bom Dia
Um dia quero mudar tudo
No outro eu morro de rir,
Um dia tô cheia de vida
No outro não sei onde ir,
Um dia escapo por pouco
No outro não sei se vou me livrar,
Um dia esqueço de tudo
No outro não posso deixar de lembrar,
Um dia você me maltrata
No outro me faz muito bem,
Um dia eu digo a verdade
No outro não engano ninguém,
Um dia parece que tudo
Tem tudo prá ser o que eu sempre sonhei,
No outro dá tudo errado
E acabo perdendo o que já ganhei
Logo de manhã, bom dia...
Um dia eu sou diferente
No outro sou bem comportada,
Um dia eu durmo até tarde
No outro eu acordo cansada,
Um dia te beijo gostoso
No outro nem vem que eu quero respirar,
Um dia quero mudar tudo no mundo
No outro eu vou devagar,
Um dia penso no futuro
No outro eu deixo prá lá,
Um dia eu acho a saída
No outro eu fico no ar,
Um dia na vida da gente,
Um dia sem nada de mais,
Só sei que eu acordo e gosto da vida
Os dias não são nunca iguais!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

auto-ajuda suéca


Quando você achar que está tudo perdido, que sua vida não faz sentido nenhum, que você está realmente fudido, que tudo não passa de ilusão da sua mente; lembre-se que existe alguém nesse mundo milhões de vezes mais fudido que você.

Um exemplo disso é esse filme: Lilya 4-ever;

Veja esse filme e constate o quanto você é feliz!

terça-feira, 8 de maio de 2007

Boa Menina!

Há alguns anos atrás eu era uma boa menina:

-Era uma boa aluna.
-Só ficava de porre de Guaraná (por incrível que pareça eu adorava ficar bêbada de guaraná).
-Adorava assistir novela (embora eu sempre torcesse pros vilões).
-Era uma filha prestativa.
-Sonhava com um príncipe encantado montado no cavalinho branco de costume.
-Não fazia sexo (talvez por isso sonhasse com o príncipe e seu cavalo ) HAHAHA
-Era muito tímida, ah quanta inocência reinava em mim (embora tímida eu ainda seja).
-Resumindo, eu era uma menina exemplar, praticamente uma SANTA, um exemplo a ser seguido.

Nossa, como eu era CHATA!!!!

Como dizem por ai: “Meninas boas vão para o céu, as más vão pra qualquer lugar”.

Bom, nem preciso dizer como eu sou hoje em dia né?
Também, não sou tão má assim, só acho que não vou para o céu!

quarta-feira, 2 de maio de 2007


Meu inferninho colegial

Nesse fim de semana assisti um filme que me fez recordar meus "bons" tempos de colégio Rio Branco...
Imaginem só: uma garota de 16 anos, tímida até o último, totalmente anti-social, com “aquela” cara de nerd, aquele uniforme horroroso e que ainda por cima não curtia pagode nem dance music!!!
Eu era uma fudida naquele colégio, foram três anos realmente sofríveis, que fizeram crescer dentro de mim os maiores complexos looserianos que uma pessoa pode possuir.
Eu me sentia uma ET de marca maior no meio daquelas meninas falantes e daqueles rapazes com carinhas de bem amamentados, que por sinal adoravam gritar pra quem quisesse ouvir quantas minas haviam "catado" durante o último fim de semana.
Foram três anos da mais profunda tortura... Mas eu sobrevivi!

De qualquer forma estou falando no assunto por causa o filme que assisti; sim, voltemos ao filme: "Cama de Gato", um belo retrato da retardada juventude burguesa atual. É, esse filme realmente mostra o quanto o ser humano pode ser escroto... E isso me fez lembrar o Rio Branco, cara como o Rio Branco era escroto! HAHAHAHA
Ai, quanto ódio no meu coração!!!

Vou colocar aqui uma sinopsezinha básica do filme:

O filme conta a história de três jovens paulistanos, todos de classe média e recém-entrados na universidade, cuja único desejo é divertir-se. Para isso, eles acabam violentando uma jovem, o que os coloca em uma série de situações cada vez mais complicadas de sair, a tal metáfora do título, um jogo popular onde um participante cria formas geométricas com uma corda atada nas pontas e presa nos dedos nas mãos. O outro participante precisa desatar aquela forma e criar outra com manobras feitas com os dedos. As possibilidades são inúmeras e o fim do jogo difícil de ser alcançado. Da mesma forma, os jovens vividos por Caio Blat, Cainan Baladez e Rodrigo Bolzan se enredam em situações cada vez mais difíceis de ter um possível final feliz, tornando uma potencial noite de diversões em um inferno particular.

Um bom filme!
Nem tão boas lembranças!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Doce Luiza

Luiza

Composição: Tom Jobim e Vinicius de Moraes

Lua,
Espada nua
Boia no céu imensa e amarela
Tão redonda a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E no silêncio lento
Um trovador, cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer Luiza
Eu sou apenas um pobre amador
Apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração
Vem cá, Luiza
Me dá tua mão
O teu desejo é sempre o meu desejo
Vem, me exorciza
Dá-me tua boca
E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar Luiza
Luiza
Luiza

Adoro essas músicas trovadorescas... e Luiza é tão sutil, tão simples e melodicamente perfeita, me traz uma saudade de sei lá o que!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

1/4 de século!

Segunda passada eu fiz aniversário, 25 anos, 1/4 de século!
O engraçado é que nesse dia eu nem parei pra pensar na minha vida... Afinal eu já faço isso todo dia e diferente da maioria das pessoas, não quis parar pra refletir nesse dia rs. Foi um dia bom (apesar de ter sido em uma segunda), nossa é horrível fazer aniversário na segunda. Pior do que fazer aniversário na segunda é fazer aniversário 3 semaninhas depois de levar um pé na bunda fenomenal (como foi em 2005), nossa aquele aniversário foi trash... ou então fazer aniversário em pleno governo Collor quando as poupanças haviam sido esvaziadas e ninguém tinha nem um puto pra contar estória... Nossa isso foi em 1990 eu só tinha 8 anos e queria uma festa de aniversário! Coitado do meu pai deve ter se virado em 1000 pra me dar essa festa... Lembro até hoje da minha mãe desesperada porque não tinham dinheiro pra fazer uma festa para sua querida filha Camila rs. Enfim, só sei que no final teve a festa hahaha.
Pensando bem, acho que eu tive mais aniversários felizes do que tensos como em 90 e em 2005; o do ano passado também não foi lá essas coisas, mas foi no domingo de páscoa então teve chocolate e afins.
Concluindo, até que esse ano eu tive um aniversário tranqüilo... É, esse vai pra lista dos felizes!

sábado, 14 de abril de 2007

"É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar"

Essa semana eu baixei o álbum "Sinal Fechado" do Chico Buarque. O álbum é de 1974, e pude comprovar que é foda, muito bom!
Mas eu estou postando isso não especificamente para falar do álbum, mas sim de uma música em específico desse álbum: "Copo Vazio"; eu realmente me "identifiquei" com essa música, embora eu odeie esse termo (me identificar) rs. Mas enfim, quando ouvi essa música fiquei pensando na minha vida e em tudo que eu vivi até hoje. Ok, eu sou jovem tenho apenas 24 anos (pelo menos até segunda-feira) e sei que ainda tenho muito o que viver, mas tudo o que vivi nesses 24 anos principalmente dos 19 pra cá já me fez parar pra pensar em MUITA coisa e apesar de tudo "o copo vazio está cheio de ar"...

Copo Vazio
Chico Buarque
Composição: Gilberto Gil

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.

É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio,
Vazio daquilo que no ar do copo
Ocupa um lugar.

É sempre bom lembrar,
Guardar de cor que o ar vazio
De um rosto sombrio está cheio de dor.

É sempre bom lembrar
Que um copo vazioEstá cheio de ar.
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho,
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor.
Que a dor ocupa metade da verdade,
A verdadeira natureza interior.

Uma metade cheia, uma metade vazia.
Uma metade tristeza, uma metade alegria.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.
A magia da verdade inteira, todo poderoso amor.

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.

domingo, 8 de abril de 2007

Coelhinho da Páscoa o que trazes pra mim?

Quando eu era criança adorava o almoço de Páscoa, na verdade eu gostava muito mais do almoço de Natal mas o de Páscoa também me empolgava... Talvez porque naquela época minha família fosse unida e eu talvez mais cristã que hoje em dia rs. Sei lá eu acreditava nesse negócio de família feliz, papai mamãe e filhinhos. Mas de lá pra cá tanta coisa aconteceu e o meu castelinho de areia foi desmoronando pouco a pouco.
Enfim acho que essas datas comemorativas já não fazem mais tanto sentido pra mim, não como antes pelo menos...
É estranho mas desde 2004 que não faziam almoço de Páscoa aqui em casa e esse ano resolveram fazer, assim do nada! E o pior de tudo é que teve bacalhau, argh eu ODEIO bacalhau. Tá, pra não dizer que foi tudo uma merda, eu ganhei os deliciosos ovos de Páscoa... ah chocolate é o meu maior vício, e as espinhas no meu rosto não me deixam esquecer disso hahaha.
A que besteira já estou me desviando do assunto principal que é a Páscoa, mas enfim eu não tenho nada pra falar da Páscoa, portanto não sei por que estou postando isso.
Tá, fiquemos por aqui, sem mais delongas e ovos de Páscoa.

sábado, 31 de março de 2007

Estranhezas...

Estranho... mais uma vez eu chego a conclusão de que a vida é realmente estranha, surpreendente e deliciosamente instigante.
A Roda Viva do Chico continua, e vai continuar sempre!!!

E é só... por hora!

quinta-feira, 22 de março de 2007


Filminho surpreendente!

Semana passada eu tive que assistir um filme pra aula de didática (da licenciatura); de cara eu logo imaginei que seria um desses filmes chatos parados que fazem qualquer um dormir de boca aberta, mas NÃO! Fiquei impressionada com esse filme, gostei muito, muito mesmo e não podia deixar de comentá-lo aqui nesse blog.
O filme é: "A Língua das Mariposas"

Sobre o filme...

O filme “A Língua das Mariposas” conta a história de Dom Gregório, um professor já de idade, e Moncho, um menino de sete anos; ambos vivem na mesma cidadezinha do interior da Espanha e criam uma bela relação entre professor / aluno. Moncho inicia seus estudos um pouco antes da ditadura se instalar na Espanha e com ela o início da Guerra Civil Espanhola. É com Dom Gregório que Moncho descobre o prazer de estudar, investigar a natureza e viver com sentimentos. Dom Gregório por sua vez, é um excelente e dedicado professor, mostrando-se sempre aberto a ensinar seus alunos de uma forma aberta e recíproca.

A Língua das Mariposas é um filme triste e profundo que tem como momento histórico a ascensão do regime militar espanhol que mexeu com a estrutura moral e ética da sociedade. Esse abalo também é mostrado através da relação entre Dom Gregório e o garoto Moncho, que ao se deparar com o fato de seu professor fazer parte da resistência ao regime, em um acesso de fúria insulta-o colocando em evidência a moral e a ética impostas pela sociedade; uma sociedade repressora que não levava em conta os sentimentos afetivos, sentimentos estes que haviam sido criados entre Moncho e seu mestre.

A Língua das Mariposas, (La Lengua de las Mariposas), Espanha, 1999, 95 minutos. Drama. Direção: José Luis Cuerda. Elenco: Fernando Fernán Gómez, Manuel Lozano, Uxía Blanco, Gonzalo Uriartez.

domingo, 18 de março de 2007

Revirando o Baú da Memória!

Eu adoro revirar o baú de fotos antigas que tem aqui em casa! Na verdade eu adoro revirar qualquer baú de fotos antigas, nossa isso já virou um grande vicio. Acho delicioso ficar olhando fotos e vendo como as pessoas ali fotografadas eram há tempos atrás.
A imagem está ali parada e é como se o tempo não tivesse passado, como se as coisas permanecessem as mesmas, as expressões, os gestos, as roupas, etc...
Estranho e instigante!

A foto abaixo: eu e meu irmão, eu devia ter uns 5, 6 anos mais ou menos. Nós havíamos acabado de voltar de uma festa junina (acho que dá pra perceber pelas roupas hehehe). Já se passaram mais de 15 anos e parece que olhando pra essa foto eu ainda consigo sentir o “clima” dessa festa.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Lupicínio Rodrigues

Ontem uma amiga de trabalho da minha mãe emprestou pra ela um cd intitulado: "Jamelão Canta Lupicínio Rodrigues"; ela colocou o cd e nós começamos a ouvir... Eu realmente nunca havia parado pra ouvir Lupicínio Rodrigues e cheguei a uma conclusão: o cara é a Maysa de calças! Uma letra mais deprê que a outra, fossa pura. E nesse cd em específico o vozeirão do Jamelão com as letras de fossa e o ritmo melancólico, deixam o negócio realmente foda! Por que será que as músicas de fossa são sempre as mais fodas?! Bom só as músicas né, porque na real curtir fossa não é nada legal hehehe.

Nervos de Aço
Lupicínio Rodrigues

Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nenhum pedaço do meu pode ser
Há pessoas com nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, despeito, amizade ou horror
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor

sábado, 10 de março de 2007

Recomeçar...

Às vezes eu sinto uma vontade tão grande de recomeçar tudo de novo, parar agora e voltar pra estaca zero; como nascer de novo sabe?! Ou então como naquele filme "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", apagar tudo e todos da memória e simplesmente recomeçar. Sei que muito provavelmente eu cometeria os mesmo erros e acertos que cometi até hoje, mas mesmo assim essa vontade às vezes é muito grande. Imagine só um botãozinho dentro de você, piscando, pronto para ser reiniciado.
Hoje eu estou um pouco melancólica e concerteza por isso esteja pensando assim, mas recomeços às vezes me soam como uma espécie de libertação... Isso, acho que eu me sinto presa a memória, lembrança de coisas boas e ruins e nem que fosse por um minuto gostaria que toda essa memória desaparecesse da minha vida e que o instante se torna-se nulo, vazio, sem absolutamente nada. Talvez o lugar em que eu me sinta mais livre ultimamente seja no sono, quando durmo e me desligo de tudo e de todos... E mesmo durante o sono, muitas vezes os sonhos não deixam você esquecer que tem um passado.
Já ouvi muitas vezes as pessoas falando umas para as outras: "Ah passe uma borracha no seu passado e recomece do zero". É seria muito bom se essa borracha existisse de fato!
Por um outro lado, a vida é como é, e se não fossem as lembranças o que seria dela? Um grande vazio? Um espaço em branco? Talvez...
Eu já quis tanta coisa na vida; já quis ser mais extrovertida, mais bonita, mais popular, mais alegre, mais, mais e muito mais. Hoje em dia eu só queria esquecer, esquecer que um dia eu quis tudo isso... E simplesmente viver, sem neuras, sem angustias, sem sofrimentos. Certo, certo acho que estou pedindo um pouco demais, mas enfim... ah deixa pra lá...
Hummmm estou com sono... Agora então vou sair um pouco da minha prisão e vou dormir, dormir e esquecer!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Minha nossa senhora de guadalupe, eu estou morrendo!!
Maldita Universidade de São Paulo, está acabando com a minha juventude.

e o pior de tudo:
essa foi só a primeira semana...


obs: eu devia é ter ido na passeata contra o Bush e levar bomba de efeito moral, em vez de ficar pagando os meus pecados naquela Universidade HA HA HA HA

sábado, 3 de março de 2007

As rosas vão muchando e o que era doce acabou-se

Muito bem, esse final de semana estou me despedindo de minhas férias... Segunda recomeçam as aulas e com elas a correria de sempre! Estou um pouco otimista pq eu acho que vou conseguir todas as matérias que pedi na matrícula inicialmente. Logo de cara o Júpiter FDP limou duas matérias que eu havia pedido, mas com o requerimento que eu fiz já consta que eu estou inscrita em uma delas (um bom começo) e a outra eu pego na retificação mesmo... ah uma filinha de vez em quando não faz tanto mal assim rs. Tá, vou conseguir minhas cinco matérias e consequentemente vou me lascar, me lascar muito, mas espero chegar no final do semeste de preferencia VIVA e com todas essas matérias concluidas (rumo ao término da graduação).
Com o começo das aulas eu estimo que minhas postagens nesse blog fiquem menos frequentes, mas mesmo assim vou tentar não sumir, pq o bom de ter um blog é justamente isso, poder escrever e desabafar um pouquinho (mesmo que sejam coisas nóias que só façam sentido pra mim) rs
E lá vou eu mais um ano para o prédio da estação de trem.
Ai, ai...

quinta-feira, 1 de março de 2007

Será?

Será que eu vou ser feliz? Será que eu vou passar no vestibular? Será que eu vou arrumar um(a) namorado(a)? Será que fui bem na prova? Será que ele(a) vai me ligar? Será que vou fazer amigos? Será que vou me apaixonar amanhã? Será que minha vida vai mudar? Será que vou arrumar um emprego? Será que ele(a) está bravo(a) comigo? Será que serei bem vindo? Será que vou ser demitido? Será que vou perder a hora? Será que estou doente? Será que ele(a) me ama?
Será, será, e mais será... a vida gira sempre em torno da dúvida e expectativa que está embutida nessa palavra. Será isso, será aquilo... são quase sempre dúvidas, expectativas e nunca certezas; são sempre um amontoado de suposições, incertezas e angustias em cima do que gostariamos ou pensamos ser "real". E as vezes que temos "certeza" que algo é real no momento seguinte essa certeza já se tranforma em será.
É estranho pensar assim, mas às vezes tenho a impressão que vivemos subordinados a dúvida e a expectativa. Ou talvez, seja isso que nos mova, que faz com que não fiquemos inertes esperando a morte chegar, sei lá... isso também é uma dúvida, será? A única coisa que sei é que vivemos em torno da dúvida, da expectativa, da incerteza, e mesmo quando pensamos ter certeza essa certeza não é 100% certa...
Enfim, será que vai dar tempo de fazer tudo o que eu tenho que fazer hoje?
Resposta: talvez se eu parar de escrever nesse blog e ir me arrumar!
Ou não...
Será que tudo isso que eu estou escrevendo aqui é uma grande merda?
Resposta: Muito provavelmente!
Ou não...

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Ontem eu vi no about me de um de meus amigos orkutianos uma citação de Chaplin que me chamou atenção, portanto irei transcreve-lá aqui.

"Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis e
esquecer pessoas inesquecíveis
Já abracei pra proteger
já dei risada quando não podia
fiz amigos eternos
amei e fui amado
mas também já fui rejeitado
fui amado e não amei
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só pra escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo)!
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida...
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITO para ser insignificante".

(Chaplin)

Essas palavras me soaram insuportavelmente reais...

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Camila, Scarlett, Ariel, Carolina, Marina, Pérola, Paradigma de Oliveira

Tava me lembrando hoje de uma coisa engraçada, os nomes que eu gostaria de ter tido. Não que eu não goste do meu nome, Camila é um nome bonito e minha mãe se inspirou em um romance frances no qual a personagem se chamava Camille. Mas quando criança eu já quis ter vários nomes, como por exemplo: Scarlett, por causa da Scarlett O'Hara do filme O Vento Levou, Pérola, sei lá por que mas eu encasquetei que eu queria me chamar Pérola; e depois a enchurrada de nomes das princesas disney: Ariel, Bela, Jasmim... só Pocahontas mesmo que eu nunca quis me chamar (acho que eu tinha noção do ridículo). E fora uns nomes avulsos como: Ana Clara, Ana Cristina, Carolina....
Meu pai queria que eu me chamasse Marina
Minha mãe queria Carolina antes de se decidir por Camila. Ela conta que quando era jovem pensou nos seguintes nomes para sua filha: Ratsnajel (sei lá se é asim que escreve isso), Paradigma, Brisa. Minha nossa que show de horrores. Imagina só se eu me chamasse Brisa? e paradigma? Olá senhorita Paradigma de Oliveira, tudo bem com você?
É pensando bem Camila está de bom tamanho, está ÓTIMO!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

METALLLLLLLLLLLLL

Ontem eu assisti um filme sueco que me impressionou pra caramba o Lilya 4-ever; já haviam me falado nesse filme e ontem eu finalmente consegui vê-lo.
Mas o que me impressionou de fato além da história fortissima foi a trilha sonora. Aquelas cenas e ao fundo o metal do Rammstein deixou o filme FODA e angustiante...

Mein Herz Brennt
Rammstein

Nun liebe Kinder gebt fein acht
ich bin die Stimme aus dem Kissen
ich hab euch etwas mitgebracht
hab es aus meiner Brust gerissen
mit diesem Herz hab ich die Macht
die Augenlider zu erpressen
ich singe bis der Tag erwacht
ein heller Schein am Firmament
Mein Herz brennt
Sie kommen zu euch in der Nacht
Dämonen Geister schwarze Feen
sie kriechen aus dem Kellerschacht
und werden unter euer Bettzeug sehen
Nun liebe Kinder gebt fein achtich
bin die Stimme aus dem Kissen
ich hab euch etwas mitgebracht
ein heller Schein am Firmament
Mein Herz brennt
Sie kommen zu euch in der Nacht
und stehlen eure kleinen heißen Tränen
sie warten bis der Mond erwacht
und drücken sie in meine kalten Venen
Nun liebe Kinder gebt fein achtich
bin die Stimme aus dem Kissen
ich singe bis der Tag erwacht
ein heller Schein am Firmament
Mein Herz brennt

Tradução:

Meu Coração Queima
Rammstein

Agora, lindas crianças, prestem bastante atenção
eu sou a voz que vem do travesseiro
eu trouxe para vocês algo comigo
que arranquei do meu próprio peito
com este coração, possuo o poder
de exercer controle sobre as pálpebras
eu canto até o dia despertar
uma luz brilhante no firmamento
Meu coração queima
Eles vêm até vocês à noite
Demônios espíritos fadas negras
Eles se arrastam para fora de cavernas subterrâneas
E vêm espiar embaixo de suas cobertas
Agora, lindas crianças, prestem bastante atenção
eu sou a voz que vem do travesseiro
eu trouxe para vocês algo comigo
uma luz brilhante no firmamento
Meu coração queima
Eles vêm até vocês à noite
e roubam suas cálidas pequenas lágrimas
eles esperam até que a lua desperte
e se esquivam dentro das minhas veias frias
Agora, lindas crianças, prestem bastante atenção
eu sou a voz que vem do travesseiro
eu canto até o dia despertar
uma luz brilhante no firmamento
Meu coração queima

METALLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

...

Passar o carnaval no quarto lendo, ouvindo músicas antigas e curtindo a solidão pode parecer bem deprimente! Mas acho que não, não é tão deprimente assim... Adoniran Barbosa, Noel Rosa, Chico Buarque (das antigas), Maysa, Elis Regina são bons companheiros... e as lágrimas que rolam nem são mais tão ruins assim, já não me culpo mais por elas existirem!!! Aliás já não me culpo mais por nada, afinal cada um tem suas angustias e suas dores e eu não sou uma exceção, portanto tenho as minhas.
Talvez eu não devesse falar sobre essas coisas aqui (drama, drama), mas fuck of.
Daqui a pouco terminam as férias, e com o início das aulas esse blog muito provavelmente não seja mais tão assiduamente utilizado. Sendo assim é bom que eu aproveite bem enquanto o tempo ainda está a favor dele!

E o masoquismo natural continua: livro sobre solidão + música dor de cotovelo + filme ultra mega triste ... porra, não sei como eu ainda to viva UAAHAUAHAUAHAU

obs: preciso de um ponto da TV a cabo no meu quarto com URGENCIA!

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Ah o Carnaval

Tava pensando, mas na real eu nunca gostei de carnaval!!! Quero dizer o feriado é bom mas o carnaval em si nunca me trousse grandes motivações.
Quando eu era criança minha mãe me fantasiou de rumbeira... ah eu fiquei uma graça toda fantasiada e pintada, parecia uma boneca. Pena que eu não liguei muito para o fato e fiquei emburrada o tempo todo durante o "baile" de carnaval.
No carnaval de 2005 minha mãe saiu em uma escola de samba e até que foi bem legal ir ao sambódromo ver as escolas de samba do grupo 1 hahahahahahahahahha. Poxa bem que ela poderia ter saido no grupo especial né?! Seria digamos assim, mais glamuroso rs.
Pô Gaviões da Fiel vai desfilar no grupo de acesso esse ano, QUE FRACASSO!
Mas ta ai, esse ano sei lá acho que já estou tão anestesiada que o carnaval está passando despercebido.
É, o feriado das bundas está passando em branco!!!
Carnaval me lembra uma música:

"Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala,
Você era a favorita onde eu era meste sala"

... ê quem te viu quem te vê

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Existem filmes que realmente valem a pena!


Até que eu tenho assistido bons filmes ultimamente, a TV a cabo tem me proporcionado uma gama legal de filmes...

Mas o filme que eu quero comentar aqui foi a locadora que me proporcionou mesmo rs. Eu já havia comentado sobre ele em um post anterior, mas resolvi fazer uma postagem única a respeito. Na última segunda eu vi "Meninos não Choram" e gostei muito, muito mesmo; pela boa interpretação da Hilary (da qual eu também já havia comentado), e pela história em si que pra variar me fez ficar pensando, pensando e pensando.

É um filme de 1999, portanto muitos já devem ter visto; mas fica aqui a minha super dica rs.


Sinopse: Baseado na história real de Teena Brandon, Boys Don't Cry relata a juventude de uma jovem garota que decide assumir sua homossexualidade, mas para fugir do preconceito e negação da sociedade adota nova identidade, transformando-se no garoto Brandon.Do meio dos Estados Unidos, surge um ser com uma vida dupla extraordinária, um triângulo amoroso complicado e um crime que abalaria o interior do país.Brandon Teena foi um forasteiro que encantou a pequena comunidade rural de Falls City, no estado de Nebraska. As mulheres o adoravam e quase todos que conheciam esse recém-chegado carismático eram atraídos por sua inocência encantadora. Porém, o personagem mais famoso e amigo fiel da cidade tinha um segredo: ele não era quem as pessoas pensavam ser.Em Lincoln, sua terra natal, a apenas 120 quilômetros dalí, Brandon Teena era uma pessoa diferente, envolvido numa crise pessoal que o assombrou durante toda a sua vida.Como muitos jovens, ele cometeu erros e, quando Brandon impõe-se entre seu novo amor, Lana, e o amigo dela, John (Peter Sarsgaard), o mistério desdobra-se em violência.Em sua vida singular e curta, Brandon Teena foi, ao mesmo tempo, um amante arrebatador e um forasteiro preso numa armadilha, um "ninguém" empobrecido e um sonhador elaborado, um ladrão audacioso e a vítima trágica de um crime injusto.Meninos Não Choram explora as contradições da identidade e juventude americana através da vida e da morte de Brandon Teena. Através de um caos de desejo e assassinato, surge a história de um jovem americano à procura do amor, de si mesmo e de um lugar para chamar de lar.



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Hoje o orkut me disse:

Sorte de hoje:Você é sociável e divertido

To tão animada porque tem "dinheiro" na minha conta, que to até acreditando no orkut.
Aaaaaaaaa como eu sou capitalista...
money, money, money, money

"Homem primata
Capitalismo selvagem
Ôô ô"

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

As coisas inesperadas são sempre as melhores!

Hoje aconteceu algo que eu realmente não esperava! Ao terminar meu período de trampo às 13h00 eu simplesmente esperava sair de lá, passar na secretaria da cultura e voltar pra casa como de costuma. Ao invés disso encontrei super por acaso com o ex estagiário que trampava lá na BMA (o Janderson), o que acabou resultando em uma tarde bem animada de copos de cerveja risadas e novos conhecidos... Claro, coisas que só o Centro de SP pode proporcionar pra você rs.
As vezes eu planejo tantas coisas e acabo não realizando nada do que planejei, e simplesmente quando eu menos espero acontecem coisas ótimas, simples porém muito boas como hoje... É sempre assim... E a cerveja tava boa! É interessante correr pela rua um pouco "alterada" ouvindo: -Corre Camila senão o carro vem e você vai morrer hahahahahaha.
A cara, são essas pequenas coisas que fazem a vida ficar um pouco melhor. Foi uma gostosa tarde, como eu não passava há tempos!

Mudando totalmente de assunto, eu pago um pau muito grande pra aquela atriz norte-americana a Hilary Swank. Ela não é nenhum esteriótipo de beleza (digo não tem nenhuma beleza fora do comum, só é diferente) e manda muito bem. Ontem eu vi aquele filme "Meninos não Choram" e fiquei impressionada como ela é realmente boa. Já tinha achado muito fudida a interpretação dela no "Menina de Ouro", e ontem só confirmei o que eu já pensava a respeito dessa moça, foda foda!!
Eu não sei muito bem por que eu to falando da Hilary Swank, porque de fato não tem nada haver com o assunto anterior, mas lembrei disso e tinha que colocar aqui antes que eu esquecesse. Ou talvez seja o álcool ainda fazendo efeito no meu cérebro, vai saber!!!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Os peitões também servem para alguma coisa:

Hoje em uma daquelas chamadas básicas de atenção, minha mãe deu aquela insinuadinha típica de que eu deveria ser mais vaidosa, cuidar mais da minha aparência e blá blá blá... Coitada, deve sentir uma frustração imensa em ver que a filha dela não é tão vaidosa quanto ela gostaria que fosse.
Desculpe mamãe se eu não sou uma linda modelo morena, de cabelos longos e belas curvas... É aos 24 anos D. Marli era uma linda jovem que desfilava e era cobiçada por vários rapazes. Minha mãe era realmente bonita! Pena não ter scaner para scanear uma foto dela nessa época (que saudades do meu scaner) e poder comprovar a época áurea de minha mãe.
A mamãe mamãe, acho que no nosso caso aquele velho ditado do "filho de peixe peixinho é", realmente não nos faz jus... Algumas pessoas até dizem que nós somos parecidas, mas sinceramente eu acho que não não somos parecidas, somos bem diferentes! Será que sou adotada??? hahahahahahahahaha, nossa não havia pensado nessa possibilidade, tenho que começar a cogitar essa hipótese.
Tá vai, também não vou me depressiar tanto, porque afinal pensando bem eu tenho peitões e isso ela não tem, os dela são pequenos. É isso ai vou me fixar nos meus peitões e de hoje em diante sempre que ela vier falar algo pra mim, vou soltar essa: - A mãe eu tenho peitões e você não tem!!!
HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Boa, gostei dessa dos peitões.
Viva os peitões da Camila!!!

Masoquismo Natural...

A Florbela Espanca é depressiva pra caralho, ainda não sei por que eu leio os poemas dela... Talvez um certo masoquismo, quem sabe?!

Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca

Depois de um almocinho familiar em um restaurante da Granja Viana acho que vou ler um pouco... Mas nada de Florbela Espanca, rs.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Vão começar as idiotices...

Tava demorando mas cá estou eu postando besteiras sentimentalóides de novo... Hoje estou um pouco sentimental, não eu não estou sentimental, eu sou sentimental é bem diferente, infelizmente!!!
Leituras, viagens orkutianas rs e afins me deixaram assim!!!
Que burra dá ZERO pra ela!!!
E fala pra ela parar de colocar ponto de exclamação a cada final de frase ok?!

Vamos lá, hora da cantar...

"Alguém Me Disse"

Alguém me disse que tu andas novamente
De novo amor, nova paixão todo contente.
Conheço bem tuas promessas,
outras ouvi iguais a essas.
Esse teu jeito de enganar,
conheço bem.
Pouco me importa que te beijem tantas vezes.
E que tu mudes de paixão todos os meses.
Se vais beijar como eu pensei,
fazer sonhar como eu sonhei.
Mais sem ter nunca amor igual ao que eu te dei.
Pouco me importa que te beijem tantas vezes.
E que tu mudes de paixão todos os meses.
Se vais beijar como eu pensei,
azer sonhar como eu sonhei.
Mais sem ter nunca amor igual ao que eu te dei.

Essa eu gosto de cantar, mesmo que desafinadamente.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Inconstância

Nunca havia parado pra pensar mas eu sou deveras inconstante, meu nome deveria ser inconstãncia.
E por que inconstância? Porque eu tenho uma capacidade de inconstãncia virtual inacreditável. Até ontem, estava postando no meu agora antigo Blog: "Blues da Piedade", blog que me foi muito útil por vários meses, embora por muitas vezes eu tenha sido má com ele e o tenha deixado esquecido; não que com este blog vá ser diferente, mas enfim estou mudando pra esse pelo simples fato de: eu acho o eblogger esteticamente muito mais apresentável que o blog uol... Não sei, gosto das configurações do eblogger!
Ok Ok, uma mudança por motivos fúteis? Sim pode se dizer que sim, mas para uma pessoa que já está em seu 3° profile no orkut (tá, tá eu prometo não sair mais de lá) até que eu permaneci por bastante tempo no blog uol.
Não sei até quando ficarei por aqui, mas como diria meu velho amigo Vinícius: "Que seja eterno enquanto dure".
Encurtando o causo, este será meu novo blog.